De equipe desacreditada a campeã: a trajetória da Red Bull em 20 anos de Fórmula 1

A trajetória de sucesso da Red Bull na Fórmula 1 teve início justamente no dia 7 de janeiro de 2005, quando Christian Horner assumiu o comando da equipe e deu início a um ciclo que se estenderia por 20 anos, encerrado apenas em meados da temporada de 2025 com a demissão do britânico do cargo para a entrada do francês Laurent Mekies.

Aos 31 anos, Horner tornou-se o diretor de equipe mais jovem da história da categoria ao herdar a estrutura da antiga Jaguar, que havia somado apenas nove pontos em 2004. Com apenas oito semanas até a abertura do campeonato, na Austrália, ele precisava transformar uma equipe desacreditada e cercada de ceticismo, com o desafio de comandar uma equipe vista apenas como markerting de uma empresa de bebidas energéticas, completamente sem tradição no automobilismo.

Os primeiros resultados não demoraram a chegar. Na estreia da temporada, em Melbourne, David Coulthard terminou em quarto lugar e Christian Klien em sétimo. Ao fim do ano, a equipe havia acumulado 34 pontos, quase quatro vezes mais do que a Jaguar no ano anterior. Mas a história seguiria um curso ainda mais promissor.

O passo decisivo ocorreu em novembro de 2005, com a contratação de Adrian Newey como diretor técnico. A chegada de um dos nomes mais respeitados da Fórmula 1 lançou as bases da fase mais vitoriosa da equipe: foram mais alguns anos andando no meio do grid, até a primeira vitória, no GP da China de 2009, com o jovem Sebastian Vettel, uma aposta do time.

No ano seguinte, a Red Bull conseguiu produzir um carro perfeito para o regulamento da época. Vettel passou de aposta para certeza ao vencer quatro campeonatos consecutivos. O time também venceu o campeonato de construtores naqueles quatro anos e, mesmo após perder espaço para a Mercedes entre 2015 e 2020, se consolidou como uma das “três grandes” equipes, ao lado da própria Mercedes e da Ferrari.

09.10.2011 Suzuka, Japan, Sebastian Vettel (GER), Red Bull Racing new world champion celebrates with the team, Christian Horner (GBR), Red Bull Racing, Sporting Director and Adrian Newey (GBR), Red Bull Racing, Technical Operations Director - Formula 1 World Championship, Rd 15, Japanese Grand Prix, Sunday Podium - www.xpb.cc, EMail: info@xpb.cc - copy of publication required for printed pictures. Every used picture is fee-liable. © Copyright: Batchelor / xpb.cc
Foto: XPB Images

Nesse meio-tempo, surgiu outra grande aposta da Red Bull, o jovem Max Verstappen. O holandês fez sua estreia na equipe principal em 2016, aos 19 anos, e impressionou com uma vitória na Espanha. O destino estava traçado: Verstappen se desenvolveu ao lado da equipe, que cresceu e ganhou forma. Em 2021, Verstappen finalmente conseguiu disputar o título mundial com Lewis Hamilton, quebrando a hegemonia da Mercedes ao vencer o GP de Abu Dhabi daquele ano.

Em seguida, vieram dois anos de completo domínio da Red Bull, com Newey sendo responsável pelo RB19, um dos modelos mais impressionantes que já passaram pela Fórmula 1. Porém, em 2024, a equipe encontrou problemas: a McLaren cresceu e venceu o campeonato de construtores daquele ano.

2025 não começou bem para a equipe austríaca: a saída de Adrian Newey, a dominância da McLaren, o descontentamento de Verstappen, os problemas com Liam Lawson e Yuki Tsunoda… Com esse cenário, Horner foi demitido em julho, sendo substituído por Mekies. Novamente, a equipe se reconstruiu e conseguiu colocar Max Verstappen na disputa pelo título mundial até a última prova, em Abu Dhabi.

Em 2026, a Red Bull passa por uma extrema reformulação interna que pode definir se a equipe vai continuar sendo uma das três grandes ou se, após vinte anos de história, pode voltar ao patamar de meio de grid.



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