Brawn minimiza controvérsia sobre motores da Fórmula 1 em 2026

Ross Brawn, que comandou Ferrari, Mercedes e Brawn, comentou sobre os rumores de que alguns fabricantes de unidades de potência, principalmente a Mercedes, teriam ultrapassado a taxa de compressão máxima de 16:1 estabelecida pelas regras da temporada 2026 da Fórmula 1. Segundo ele, as alegações “soam como uma interpretação inteligente do regulamento”.

Os relatos surgiram no fim de 2025 e apontam que uma ou duas equipes teriam encontrado uma “área cinzenta”, atingindo a taxa de compressão máxima em temperatura ambiente, mas sem ultrapassá-la na pista devido à expansão térmica. Entre os fabricantes citados estaria também a Red Bull-Ford, mas o diretor técnico da equipe, Ben Hodgkinson, disse que as preocupações são “muito barulho por nada”.

Ross Brawn
Foto: XPB Images

As taxas de compressão medem a proporção entre o volume máximo e mínimo de um pistão. Enquanto carros comuns variam entre 8:1 e 12:1, os regulamentos da F1 2026 permitem até 16:1, abaixo dos 18:1 do conjunto anterior. Brawn afirmou que a “brecha” é apenas uma interpretação criativa das regras:  “Sempre que novos regulamentos surgem, alguém faz uma interpretação inteligente. Foi o que aconteceu”, disse ele à Sky Sports News.

Na quinta-feira (22), a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) reuniu as equipes para discutir os novos regulamentos de unidade de potência e chassi. O órgão confirmou que o encontro foi técnico. “Como sempre, a FIA avalia a situação para garantir que os regulamentos sejam compreendidos e aplicados da mesma maneira entre todos os participantes”, afirmou um porta-voz.



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