Sucesso da Ferrari depende de desenvolvimento da Bridgestone

As chances de a Ferrari garantir mais um campeonato da Fórmula 1 dependem muito da evolução que os pneus Bridgestone farão em relação ao seu concorrente, a Michelin. É necessário um grande ganho de performance para que a borracha japonesa deixe a escuderia em condições de se manter na frente.

A opinião é de um engenheiro de uma escuderia que corre com os pneus Bridgestone. Em entrevista para a revista especializada, Autosport, ele preferiu se manter anônimo, mas se mostrou preocupado com as condições de sua fornecedora de pneus.

As últimas sessões de testes do ano em Jerez de la Frontera, na Espanha, demonstraram uma diferença entre a Michelin e sua rival. A McLaren de Pedro de la Rosa registrou um tempo cerca de 2 segundos mais veloz que a Ferrari de Luca Badoer, com os Bridgestone.

“Olhando os pneus da Michelin nos testes em Jerez eu fiquei preocupado para 2004. Uma matemática simples permite chegar à conclusão de que a Ferrari, Sauber, Jordan e Minardi não estão em posição de responder às cinco equipes da Michelin. Mais quilômetros significam mais dados e isso indica melhores pneus”, disse o engenheiro.

Em Jerez, as equipes com pneus Michelin completaram um total de 2720 voltas, enquanto as com Bridgestone deram apenas 517 voltas. Como mais um golpe para a japonesa, a Sauber anunciou que não terá orçamento necessário para colocar um terceiro carro testando na sexta-feira de cada GP, o que reduz o número de quilômetros testados.

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