O amazonense Antonio Pizzonia, piloto da equipe BMW Williams F1, comentou nesta quarta-feira sobre mais uma oportunidade de competir pelo time inglês, desta vez no GP do Brasil, que será realizado no domingo (21/09) em Interlagos (SP), onde espera ter uma boa atuação e conquistar pontos importantes. “Estou super feliz com esta nova chance. Gosto muito de Interlagos. Em 2004, a equipe estava com um carro melhor e venceu, já neste ano a vitória é um sonho distante. Se der sorte, conseguiremos um pódio, mas a realidade é pontuar e farei tudo para isso acontecer”, afirmou o piloto, que já correu no Brasil em 2003, pela extinta equipe Jaguar.
Bastante questionado sobre o episódio ocorrido no GP da Bélgica, onde se envolveu em um toque com o colombiano Juan Pablo Montoya, da McLaren, no final da prova; Pizzonia disse que este é um assunto encerrado. “O que aconteceu na Bélgica já não importa mais. Nós passamos uma borracha por cima disso e recomeçaremos neste final de semana. Estou focado e sei que terei de matar um leão nessa corrida. Não será fácil, mas estamos na luta”, afirmou o amazonense, que diz não estar sendo pressionado pela equipe, já que está correndo de forma inesperada, substituindo o alemão Nick Heidfeld.
“Não sinto pressão. A situação é parecida com a de 2004, quando revezei com o Marc Gene (atual piloto de testes da Ferrari, na época piloto reserva da Williams) no lugar do Ralf Schumacher (atual Toyota). Eu também não sabia se correria ou não, sempre foi decidido em cima da hora. Também não tenho que colocar pressão em cima de mim. Está dando tudo certo e se continuar assim em Interlagos será melhor ainda”, explicou Pizzonia, lembrando que na temporada passada disputou os GPs da Alemanha, Hungria, Bélgica e Itália no lugar do alemão, conquistando seis pontos com três sétimos lugares.
Sobre a possibilidade de chuva durante o final de semana, já que a capital paulista está com o tempo encoberto e garoando, Pizzonia acredita que o piso molhado poderá transformar a corrida em uma loteria. “Na chuva tudo pode acontecer. O resultado pode cair no seu colo ou pode dar tudo errado. Se chover no sábado, pode acontecer o mesmo na classificação”, afirmou, apostando que o primeiro dia de treinos livres será importante para a definição de uma estratégia. “É muito cedo para traçar alguma estratégia, mas posso dizer que se chover na sexta-feira pode mudar tudo”, finalizou Pizzonia.