Felipe Massa classificou de “muito feio” os acontecimentos deste domingo em Indianápolis, onde as equipes que correm com pneus Michelin se recusaram a disputar o GP dos Estados Unidos e, em conseqüência, apenas seis carros – Ferrari, Jordan e Minardi – participaram da corrida. “É lamentável que não se tenha encontrado uma solução para o problema. O que houve aqui foi muito feio”, avaliou.
Massa disse que foi informado pelo próprio dono da equipe, Peter Saber, que a escuderia suíça engrossaria o boicote imposto pelas clientes da fábrica francesa de pneus. “Um pouco antes da abertura dos boxes, fomos informados que os carros seriam colocados no grid, mas não largariam. No meio da volta de apresentação, no entanto, pelo rádio nos pediram para voltarmos para a garagem”, explicou.
Já na véspera, quando a situação parecia ter chegado a um impasse depois que a FIA não aceitou a proposta de criação de uma chicane na Curva 13 apresentada pela Michelin, Massa estava pessimista. “Eu tinha certeza de que não correríamos sem aquela mudança. Mas acho que faltou capacidade para todas as partes envolvidas na questão chegarem a um entendimento. Foi muito chato o que aconteceu.”
Mesmo aborrecido com o desfecho do episódio, Massa disse ter apoiado a decisão de manter os carros nos boxes enquanto a Ferrari fazia uma corrida à parte contra as “nanicas” Jordan e Minardi. Depois do acidente com o Ralf Schumacher e da posição emitida oficialmente pela Michelin, recomendando às equipes que não corressem, era claro que havia uma situação de risco para os pilotos. Nossa segurança tinha de ser preservada.”
Massa assistiu à corrida nos boxes da Sauber. Sobre os desdobramentos da crise, foi curto e grosso. “Não tenho a menor idéia do que ainda poderá acontecer.”