Felipe Massa chegou na Malásia com expectativas altas, mas não conseguiu pontuar em Sepang pela primeira vez desde que estreou na Sauber Petronas em 2002. Depois de repetir a posição obtida na Austrália em Melbourne, Massa não pôde esconder a decepção com o fraco rendimento do C24. A esquadra suíça parecia em excelente forma na sexta-feira, quando Massa liderou a segunda sessão de treinos, mas logo depois deixou de acompanhar o ritmo das rivais nas duas classificações e na corrida.
“Pelo menos conseguimos reduzir a diferença para os outros do sábado para o domingo. Mas, no geral, meu carro esteve muito lento. Mesmo que eu não tivesse enfrentado problemas na parte final da corrida, não acho que terminaria nada além de 9º”, justificou Massa.
Massa perseguiu o heptacampeão Michael Schumacher por várias voltas e em certos momentos ficou muito perto de ultrapassar a maior estrela da Fórmula 1. Mas, de repente, algo aconteceu e o carro tornou-se difícil de pilotar. “Quebrou alguma coisa na parte da frente do assoalho, então tive de tirar o pé porque perdi muita pressão aerodinâmica na traseira”. Isso explica porque Massa foi tão facilmente ultrapassado por Kimi Räikkönen e caiu para a 10ª colocação.
Segundo Massa, a Sauber Petronas tem agora muito trabalho à frente para recuperar a competitividade perdida na Malásia. “Temos de fazer a lição de casa, principalmente no túnel de vento. Nosso carro precisa ser muito mais rápido que em Sepang.”
Massa retornou para sua casa na Suíça no início da semana, onde faz uma breve escala antes de seguir para o Bahrein no prosseguimento da temporada de 1º a 3 de abril. Apesar da previsão de mais uma etapa marcada pelo calor, Massa não está preocupado. “Para ser honesto, me senti ótimo depois do GP da Malásia, apesar de a temperatura ter se aproximado dos 60 graus na pista. Foi muito mais fácil comparado com a prova do ano passado, porque naquela época o C23 ainda não estava equipado com a direção hidráulica e o volante era muito pesado.”