Barrichello: “Uma posição para brigar pelo título”

Rubens Barrichello foi o primeiro dos dois pilotos da Scuderia Ferrari Marlboro a atender a imprensa na área em que a equipe recebe os profissionais de mídia em Sepang. Tirando as temperaturas na casa dos 30 graus, o homem que terminou em segundo em Melbourne não está preocupado com o calor, já que teve um período de aclimatação. Primeira questão, a inevitável: com oito pontos a mais do que o companheiro, isto te torna feliz e passa a ser significativo na briga pelo título?

Um sorriso de Rubens e a resposta: “Será um longo campeonato e esses primeiros oito pontos são importantes, mas não especialmente. E me comparar a Michael não é o caso. O importante é ter o suporte da equipe. São eles que vão me colocar em posição de brigar pelo título.”

Sobre a corrida de domingo, o piloto da Ferrari espera um final de semana muito mais duro do que na Austrália. “O GP da Malásia é sempre uma corrida bastante difícil, e agora temos de encará-la com o motor já usado em um GP. Além disso, Renault e McLaren mostraram que estão muito fortes neste ano. Acho que a briga aqui será entre essas três equipes, que podem ocupar todos os lugares do pódio no domingo.”

Além do desconhecido fator da durabilidade do motor, Barrichello falou também da situação dos pneus. “Melbourne é fácil para os compostos, mas pelas condições daqui, acho que teremos de ficar atentos com a borracha depois de um certo ponto. No geral, confio no trabalho da Ferrari, embora nós tenhamos um cuidado em como lidar com o pacote nos dois primeiros dias.”

Ao ser questionado se uma corrida em que pilotos precisem cuidar de pneus e motores atenda aos melhores interesses dos espectadores, Barrichello acha que esta situação não é nova. “No passado, tínhamos regras que nos obrigavam a poupar o carro na fase final de cada prova, mas é verdade que as novas regras permitem um tipo diferente de espetáculo, mesmo com os pilotos não pisando fundo todo o tempo. Mas o público poderá ver várias ultrapassagens, especialmente nas últimas voltas. Pessoalmente, sigo curtindo minha corrida, mesmo com as novas regras técnicas”, ele completou. “Devo admitir que a primeira vez em que guiei o carro com aerodinâmica reduzida, em Jerez, pensei que fosse uma piada, mas agora preciso usá-la.”



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