A hegemonia de Max Verstappen e o impacto na Fórmula 1

Se você acompanha Fórmula 1 ou, no mínimo, vê notícias sobre o esporte ainda que ocasionalmente, sabe que o nome forte da categoria nos últimos anos é o de Max Verstappen, que se sagrou tricampeão em 2023.

O que era uma rivalidade de ano após ano com o já veterano e recordista de títulos Lewis Hamilton está cada vez mais desequilibrado para o lado do ainda jovem Verstappen que, aos 26 anos, ainda tem perspectiva de continuar uma carreira muito vitoriosa.

Não há motivo para acreditar que o piloto da Red Bull vá tirar o pé do acelerador (literalmente), e sites de apostas como o apostagolos.com interpretam que o holandês é candidato a muitos outros títulos mundiais, considerando sua idade (26) e o potencial do piloto.

A era das hegemonias

Os mais velhos e entusiastas da Fórmula 1 enquanto categoria histórica sabem bem que a era atual do esporte, ou melhor, os últimos 30 anos, mais ou menos, é a era de períodos hegemônicos específicos.

Se considerarmos os maiores campeões da história, Lewis Hamilton e Michael Schumacher, com sete títulos cada, ambos ganharam seus troféus entre 1994 e 2020, isso fica ainda mais claro, mas o que é interessante observar é que as coisas nem sempre foram assim.

Tirando o lendário argentino Juan Manuel Fangio, que obteve seus cinco títulos entre 1951 e 1957, não era comum vermos pilotos dominando completamente anos a fio na F1. Por exemplo, entre 1959 e 1998, isto é, 41 temporadas, um total de 23 pilotos diferentes levantaram o troféu de campeão. De 2000 a 2023, ou seja, 24 temporadas, esse número cai para oito corredores.

É difícil dizer se isso é bom ou ruim para o esporte e a categoria em si, mas o fato é que é uma realidade. Muita gente de fato reclama, e no Brasil a audiência da categoria caiu bastante, especialmente por conta da abdicação da Rede Globo por transmitir as corridas desde 2021.

Rivalidade com Lewis Hamilton

Os fãs de Fórmula 1 dão muito valor a uma boa rivalidade – afinal, num grid com 20 pilotos em média ao longo dos anos, nada melhor do que uma dupla que se destaca por competitividade.

Exemplos históricos não faltam: Senna x Prost, Lauda x Hunter, Schumacher x Hakkinen e por aí vai. De fato, Verstappen x Hamilton tem sido a principal competição dentro da F1, mas o fato é que mesmo com a rivalidade ainda existindo forte, a disparidade entre os pilotos cresceu demais – é só ver as estatísticas de Verstappen na temporada 2023.

No caso, o inglês sequer conseguiu ser o segundo colocado, tendo ficado em terceiro, atrás de Sergio Pérez, colega de Verstappen na Red Bull – o que indica, aliás, que além do piloto em si, a briga entre as construtoras Mercedes e Red Bull também está mais desigual.

Expectativas para os próximos anos

Tivemos mudanças importantes nas regras da Fórmula 1, uma vez que a FIA visa tornar o esporte mais atraente para construtores, atraindo novos fabricantes, e também para obter sucesso junto a um novo público. Isso já começou há algum tempo, como a inserção das corridas Sprint, mas a ideia é ir além.

O alvo é a temporada 2026, mas as regras começam a ser implementadas a partir de agora, e incluem, entre outras modificações:

• Redução no downforce e na resistência aerodinâmica
• Redução da caixa de marchas de 8 para 6;
• Fim do uso do DRS (asa móvel usada nas ultrapassagens);
• Descarte do limite mínimo de peso
• Outros

Esse tipo de mudança certamente pode afetar a predominância de Max Verstappen, uma vez que a combinação do piloto com sua Red Bull tem sido uma receita infalível de sucesso utilizando as regras atuais.

É esperar para ver se tais modificações trarão, de fato, um novo rival para o holandês, que ganhou o campeonato de 2023 com extrema facilidade e adiantamento – justamente o tipo de coisa que, na opinião da FIA, tira o interesse do público pelo esporte: a falta de equilíbrio.