Pela Viseira do Pipo Derani: os desafios na 60ª edição das 24 Horas de Daytona

Fala, pessoal.

Que legal estar aqui no F1 Mania para contar um pouco para vocês das minhas corridas no IMSA este ano.

Em 2022, parto para a minha sétima temporada na categoria e vamos defender o título geral, conquistado no ano passado.

Como vocês sabem, no último final de semana, já tivemos a 60ª edição das 24 Horas de Daytona. Uma das principais provas do endurance mundial e que sempre abre a temporada do IMSA.

Uma semana antes, porém, a gente teve a corrida classificatória, que definiu o grid das 24 Horas. Ao lado do Tristan Nunez, que será meu companheiro este ano no #31 Whelen Engineering Cadillac DPi, da equipe Action Express, acabamos adotando uma estratégia arriscada na prova, contando com uma bandeira amarela no final, o que acabou não acontecendo.

Com isso, tivemos de parar para abastecer, quando faltavam duas voltas e, infelizmente, terminamos a corrida classificatória em sétimo lugar, que foi a nossa posição de largada nas 24 Horas.

Com o grid definido, nosso foco nos treinos pré corrida foi tentar deixar o carro bem acertado para as 24 Horas de disputas. Mas, infelizmente, os testes foram todos na chuva e não conseguimos fazer os acertos que gostaríamos e que nos deixariam 100% seguros para a corrida.

Então, contamos um pouco com o nosso feeling, buscando encontrar o que seria melhor para o carro, e também com o que já tínhamos utilizado na corrida classificatória, no fim de semana anterior.

Felizmente, deu certo. Larguei de sétimo e, logo no começo, já estávamos brigando pelas primeiras posições. O carro se mostrou muito bem e comprovou que nosso feeling estava correto. Brigamos na frente o tempo todo.

Pipo Derani, 24H de Daytona 2021
Foto: Brian Cleary

As temperaturas estavam muito baixas, na casa de zero grau Celsius a noite inteira. Na saída dos boxes, com os pneus frios, estava bem complicado. Com o jogo de pneus novos, na primeira volta, a diferença era de 15 segundos, se você mantivesse o pneu quente do stint anterior.

Por isso, algumas vezes, decidimos ficar com os pneus velhos, para não perder esses 15 segundos na primeira volta da saída do box. Mas, infelizmente, não é possível fazer isso toda vez. Então, foi uma corrida bastante interessante também neste sentido.

Na fase noturna e durante a manhã de domingo, a carro se mostrou muito bom. Mas, na última relargada, quando faltava meia hora para o final, ficamos sem ritmo e até agora não sabemos o que aconteceu. Perdemos performance e não conseguimos brigar com os Acuras.

Pipo Derani, 24H de Daytona 2021
Foto: Brian Cleary

Acabamos terminando em quarto lugar, mas só nós, os dois Acuras, que fizeram a dobradinha, e outro Cadillac conseguimos completar as 761 voltas da corrida.

Uma pena ter faltado ritmo no finalzinho para brigar pela vitória, mas foram bons pontos no campeonato. No ano passado, terminamos as 24 Horas de Daytona em sexto. Tivemos problemas no câmbio quando faltavam seis horas para o final.

Então, sem dúvida, mostramos uma evolução este ano, terminando a prova sem nenhum grande problema e brigando até o final.

Agora vamos para a próxima! Mal posso esperar para correr em Sebring. Já venci as 12 Horas três vezes lá e é uma corrida que eu adoro.

Conto com a torcida de vocês!

Pela Viseira do Pipo Derani: os desafios na 60ª edição das 24 Horas de Daytona

O “Pela Viseira” é uma série do F1Mania.net em que um time pilotos, composto por Enzo Fittipaldi, Pietro Fittipaldi, Felipe Drugovich, Cacá Bueno, Bruna Tomaselli, Felipe Giaffone, Nelsinho Piquet, Caio Collet, Kiko Porto, Beto Monteiro e Pipo Derani, conta às terças, quartas e quintas-feiras a sua visão das pistas, carreira e vida.

 

 

 

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