Verstappen critica F1, mas admite que também “não ouviria os pilotos”

O campeão mundial de Fórmula 1, Max Verstappen, conhecido por suas opiniões francas, recentemente expressou uma compreensão mista em relação às tentativas da F1 de expandir o campeonato. Apesar de compreender os esforços para o crescimento do esporte, Verstappen admitiu que, se estivesse no controle, “não escutaria” as preocupações dos pilotos.

Em uma declaração à mídia, Verstappen expressou: “Meu salário não cresceu por causa do crescimento do esporte”. Ele reconheceu as duas perspectivas – a comercial e a esportiva – da F1, ressaltando que, embora entenda a posição da organização, ele prefere focar no aspecto de desempenho.

A abordagem da F1 em relação ao aumento do número de eventos e a introdução de novos formatos, como as corridas Sprint e eventos ‘show’ em torno dos Grandes Prêmios, têm sido um ponto de discórdia para Verstappen. Ele foi particularmente crítico em relação ao Grande Prêmio de Las Vegas, descrevendo-o como “99% show e 1% evento esportivo” e expressando que se sentia “como um palhaço” durante a cerimônia de abertura.

Apesar dessas críticas, Verstappen reiterou seu compromisso com a Fórmula 1, mesmo ameaçando se aposentar após o término de seu contrato em 2028. “Não somos acionistas, então eu apenas aceito e eles decidem o que fazem”, disse ele. Essa declaração destaca a tensão entre a visão dos pilotos e as decisões comerciais tomadas pelos organizadores da F1, uma dinâmica que continuará a moldar o futuro do esporte.