Hamilton diz que novo filme sobre a F1 precisa ser o mais autêntico possível

Lewis Hamilton esclareceu sua participação no filme sobre a Fórmula 1 estrelado por Brad Pitt, que vem sendo feito desde o ano passado. Diferente do que consta em alguns sites, onde é listado como parte do elenco, o piloto da Mercedes tem como função principal garantir a autenticidade da representação da categoria.

O longa, ainda sem título definido, terá Pitt como protagonista vivendo o personagem fictício ‘Sonny Hayes’, um piloto que retorna da aposentadoria. Ao lado dele estará o jovem ‘Joshua Pearce’, interpretado pelo ator britânico Damson Idris.

Além de Pitt, o filme conta com Javier Bardem como dono da ‘APXGP’, equipe fictícia que marcou presença no GP da Inglaterra no ano passado para a realização de filmagens. Imagens de Pitt pilotando um carro de Fórmula 2 (modificado para parecer um F1) em Silverstone já foram divulgadas.

Para Hamilton, o grande objetivo é que o filme atraia tanto fãs antigos quanto novos da Fórmula 1, apresentando a realidade da categoria da maneira mais fiel possível.

“Meu principal ponto foi: ‘Pessoal, esse filme precisa ser muito autêntico’. Temos dois tipos diferentes de fãs: os antigos, que cresceram ouvindo a música da F1 da BBC todo fim de semana e assistindo com a família, e a nova geração que acabou de descobrir a categoria pela Netflix”, disse ele à revista GQ Magazine.

“Senti que meu trabalho era basicamente tentar chamar atenção para o que não é autêntico: ‘Isso nunca aconteceria’. ‘É assim que seria’. ‘É assim que poderia acontecer’. Apenas dar conselhos a eles sobre o que realmente é a corrida e o que, como um fã de automobilismo, me atrairia e o que não.”

Perguntado sobre uma das experiências mais legais que teve durante as filmagens, Hamilton respondeu: “Estar em Silverstone e descobrir que Brad é realmente um piloto de coração. Ele tem habilidade e talento genuínos. Acho que ele sempre amou motos, e por isso, assistiu a muitas corridas. Quando eu era mais jovem, trabalhei em uma escola de pilotagem para pagar minhas contas, para poder ir a essas corridas. Algumas empresas traziam 70 pessoas que nem sabiam por onde deveriam estar na pista. Brad, no entanto, sabia exatamente em qual parte da pista deveria estar”, finalizou o heptacampeão.