F1: Wolff admite erros no W13 e W14 e promete nova era na Mercedes

oto Wolff, o chefe da Mercedes, protagonizou uma rara autocrítica esta semana. Em entrevista ao jornal alemão Bild, ele admitiu que o carro de 2022, o W13, foi o ‘seu maior erro nos últimos anos’.

A declaração contundente de Wolff, marca o ápice de um período frustrante para a equipe que vinha de oito títulos consecutivos de construtores. A chegada da nova era regulatória da Fórmula 1 em 2022, porém, jogou a Mercedes para fora do topo do grid. Em dois anos, apenas uma vitória no currículo, de George Russell no GP de São Paulo em 2022.

O W13, com seu revolucionário conceito de ‘zero sidepod’, simbolizava a ousadia da Mercedes em abraçar um caminho diferente dos demais times da F1. Mas o carro sofreu com o inesperado fenômeno do ‘porpoising’, comprometendo o desempenho e gerando dores de cabeça aos pilotos e para a equipe. Vale lembrar que todas as equipes enfrentaram o mesmo problema, mas a Mercedes foi sem dúvida o time mais afetado.

A vitória no Brasil em 2022, foi um pequeno lampejo de esperança, que fez a Mercedes insistir no conceito no início de 2023 com o W14. Foi só em Mônaco, já quase na metade da temporada, que a equipe abandonou o ‘zeropod’ e adotou uma carroceria mais tradicional.

O mea culpa de Wolff vai além do carro de 2022. Ele também reconheceu o equívoco de manter o conceito na temporada passada e pediu desculpas à equipe por eventuais críticas públicas em momentos de frustração.

“Muitos funcionários são motivados por um chefe ambicioso, mas às vezes eu cruzo a linha. Tenho que tomar chá de camomila antes das entrevistas para me acalmar”, afirmou. “Se fui duro demais, na segunda-feira volto à fábrica e peço desculpas. Isso também faz parte de uma boa liderança.”

A autocrítica de Wolff e a promessa de reinvenção da Mercedes sinalizam uma virada de página para a equipe. Com um novo carro e uma filosofia renovada, o time quer voltar a brigar pelo título em 2024, algo que obviamente não será nada fácil.