F1: Segundo Wolff, saída de Hamilton não está relacionada ao carro 2024 da equipe

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, negou veementemente que a escolha de Lewis Hamilton de se juntar à Ferrari no próximo ano, esteja relacionada a algum descontentamento com o carro de Fórmula 1 da equipe para 2024.

Desde a introdução dos motores híbridos V6-turbo em 2014, a Mercedes dominou a F1, com Hamilton conquistando seis títulos e acumulando mais de 100 vitórias. No entanto, a equipe enfrentou dificuldades desde o retorno dos carros com efeito solo em 2022, resultando em Hamilton não subindo ao topo do pódio desde dezembro de 2021.

A Mercedes busca retornar a uma posição mais competitiva na próxima temporada com um design renovado para seu carro, o W15. Rumores sugeriram que a última tentativa da Mercedes nas regulamentações atuais, teria levado Hamilton a perder a confiança na equipe.

Quando questionado sobre se Hamilton já havia testado o novo carro no simulador, Wolff afirmou que sim, desmentindo qualquer relação entre a decisão de Hamilton e a falta de confiança na equipe. A origem dos problemas da Mercedes, remonta ao desenvolvimento da solução de conceito ‘zeropod’ desde o início das regras atuais em 2022.

A iminente mudança de Hamilton para a Ferrari, tem sido comparada à sua troca da McLaren para a Mercedes um ano antes da grande reformulação de 2014, que resultou em grande sucesso.

Wolff, no entanto, negou que as perspectivas para as novas regulamentações técnicas de 2026 tenham sido discutidas durante uma recente reunião. Enquanto a busca por um substituto para Hamilton começa, Wolff assegura que a Mercedes voltará a vencer, mesmo sem a experiência do heptacampeão.

Ele destacou que, embora a contribuição do experiente piloto seja valiosa, a equipe desenvolve o carro com base em ciência e dados, e a influência do piloto não deve ser subestimada nem superestimada no processo de desenvolvimento de um novo carro.