F1: Sainz de diz aliviado por poder brigar na frente novamente

O piloto da Ferrari, Carlos Sainz, celebrou a chance de voltar a pilotar de forma agressiva e realizar ultrapassagens no GP do Bahrein, etapa de abertura da temporada 2024 da Fórmula 1.

Apesar de ter sido superado pelo companheiro de equipe Charles Leclerc na sessão de classificação, Sainz protagonizou uma corrida ousada para conquistar o terceiro lugar. O espanhol cruzou a linha de chegada 25 segundos atrás do vencedor Max Verstappen, mas manteve-se próximo de Sergio Perez, da Red Bull, terminando a apenas dois segundos e meio do mexicano.

“É importante começar bem a temporada, com uma corrida forte, não pelo meu futuro, mas por mim mesmo”, disse Sainz, que está em seu último ano com a Ferrari.

“No ano passado, passei boa parte das corridas olhando para o retrovisor, preservando pneus e defendendo minha posição. Me lembro que na apresentação do carro eu disse, que esse ano eu queria ter um carro para correr e atacar as pessoas, não me preocupar tanto com os pneus e fazer ultrapassagens, olhar para frente em vez de para trás. E foi exatamente o que tivemos. Uma corrida agressiva com um bom ritmo de prova, e a partir daí, tudo pareceu ótimo para terminar em terceiro. Foi uma corrida simples e fácil, mas gostei muito”, acrescentou.

Com a confirmação da chegada de Lewis Hamilton na Ferrari em 2025, Sainz busca provar seu valor e garantir seu futuro a longo prazo na categoria. O desempenho agressivo no Bahrein impressionou muitas pessoas no paddock, após um 2023 repleto de dificuldades.

“Sim, é um alívio porque me lembro que a última corrida em que ataquei foi na Áustria em 2023”, disse Sainz na coletiva de imprensa pós-corrida. “Estamos falando de 13, 14 corridas atrás, e nas demais do ano passado só restava administrar. Tinha que olhar para o espelho, controlar o ritmo e havia pouquíssimas oportunidades de ultrapassar.”

“Adoro correr e adoro ultrapassar, ser agressivo, atacar. E com o carro do ano passado, simplesmente era impossível fazer isso. Quando entrávamos em ar sujo, superaquecíamos os pneus ou forçávamos um pouco demais e a corrida acabava. Este ano, vindo para a pista com maior desgaste de pneus da temporada, fazer uma corrida de ultrapassagens e ataques para mim é um alívio, e me dá a sensação de que poderemos fazer isso mais vezes em 2024”, encerrou o espanhol.