F1: Red Bull esteve perto de usar motores Mercedes em 2016

Apesar da intensa rivalidade que se desenvolveu entre Mercedes e Red Bull na Fórmula 1 nos últimos anos, um fato surpreendente quase uniu as duas equipes na década passada.

No ano de 2015, a Red Bull utilizava motores da Renault na F1, e enquanto a Mercedes dominava na frente do pelotão, a fabricante francesa não conseguia se adaptar às novas regulamentações de unidades de potência turbo-híbridas V6 introduzidas em 2014.

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Rumores da época indicam que a Red Bull bateu à porta da Mercedes buscando uma possível parceria para fornecimento de motores.

O chefe da equipe Mercedes, Toto Wolff, afirmou na época que um acordo nunca esteve em discussão. No entanto, o então presidente não executivo da equipe, o falecido ex-piloto de F1, Niki Lauda, contradisse essa afirmação.

Segundo Lauda, um acordo esteve prestes de ser concretizado, se a Red Bull continuasse com suas intenções. Em uma entrevista anterior à Sky Sports, Lauda, falecido em 2019, afirmou: “Christian Horner e Helmut Marko nos enviaram uma carta manifestando interesse em nossos motores para 2016. Eu respondi: ‘Tudo bem, mas vamos discutir as coisas com Dietrich Mateschitz (proprietário da Red Bull, falecido em 2022) primeiro’,” disse ele.

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“Mateschitz, por algum motivo, nunca foi um fã da Mercedes. Algo havia acontecido no passado que eu não sabia. Então, quando perguntei a Mateschitz se ele estava interessado, e ele disse: ‘Sim, mas, mas, mas, mas…’. Não houve um acompanhamento para aquele ‘mas, mas, mas…’. Tivemos que tomar uma decisão. Quem receberia nossos motores? Também não sabíamos se a Lotus continuaria como cliente da Mercedes, então decidimos fornecer nossos motores para a Manor”, afirmou Lauda na referida entrevista.

Desde então, a Red Bull permaneceu com a Renault antes de mudar para a Honda em 2019, obtendo grande sucesso com o fabricante japonês e passando a ser a grande força da Fórmula 1 nos últimos dois anos.