F1: Ocon furioso, mas Alpine defende ordem de equipe em Montreal

O clima ficou quente na Alpine após o GP do Canadá de Fórmula 1. Esteban Ocon terminou a prova enfurecido. O francês, que ocupava o P9, precisou ceder a posição para o companheiro de equipe Pierre Gasly por uma ordem da equipe. A insatisfação de Ocon foi evidente, mas o chefe de equipe, Bruno Famin, defendeu a decisão do time.

A Alpine instruiu Ocon pelo rádio a deixar Gasly passar a cerca de duas voltas do final da corrida. “Sempre respeitei as ordens recebidas. É assim que sempre foi e nunca fiz diferente na minha carreira. Mas eu fiz a minha parte, a equipe não”, disse Ocon após a corrida.

Mesmo com a raiva de Ocon, a Alpine alega ter tido boas razões para essa ordem de equipe. Segundo Famin, não há uma divisão interna, mesmo considerando que o piloto de 27 anos deixará a equipe ao final da temporada.

“Não há atrito real”, disse Famin, citado pelo Motorsport.com. “Eles são pilotos, e quando pedimos a eles, a qualquer um, que cedam a posição para o companheiro, geralmente não é fácil.”

De acordo com o chefe de equipe, a motivação da Alpine era clara, pois um pequeno pelotão se formava atrás de Ocon e a décima colocação de Gasly estava ameaçada. De fato, os dois pilotos da Haas se aproximavam perigosamente.

“Fizemos isso pelo interesse da equipe. Esteban estava sofrendo um pouco com o gerenciamento de energia, consumindo bastante potência. Além disso, tínhamos os dois carros da Haas tentando nos ultrapassar. Esteban estava atrapalhando todos, pelo menos era fácil de ver na televisão, então havia o risco de os dois Haas nos passarem. Foi por isso que demos aquela instrução. Mas sabe, os pilotos sempre falam coisas no final da corrida, mas no dia seguinte conversamos e eles pensam diferente”, encerrou Famin.