F1: Mercedes passa por reconstrução interna para tentar voltar ao topo

A temporada 2023 da Fórmula 1 foi obviamente decepcionante para Lewis Hamilton e a Mercedes. Apesar de terminar em segundo no Campeonato de Construtores, a equipe ficou ainda mais distante da Red Bull e de Max Verstappen, o que levanta dúvidas sobre as chances de Hamilton conquistar o tão sonhado oitavo título na categoria.

O otimismo inicial em torno do design ousado do W14 logo se dissipou para Hamilton, como ele mesmo afirmou: “Eu já sabia que seria um ano longo.” Com apenas seis pódios ao longo da temporada, a Mercedes foi facilmente superada pela Red Bull e também enfrentou desafios internos que dificultaram uma recuperação.

Um breve período de esperança surgiu após o GP dos Estados Unidos, mas logo se transformou em frustração. Na reta final da temporada, a queda de performance foi evidente, culminando em eliminações no Q2 em Las Vegas e Abu Dhabi. O desânimo de Hamilton era palpável, deixando claro que ele não estava ali apenas pela corrida, mas sim pela obrigação contratual.

Os problemas da Mercedes, porém, vão além do carro. A equipe não opera no mesmo nível de antes, tanto nas operações de pista quanto na fábrica. Erros estratégicos, desencontros na comunicação e disputas internas entre pilotos, como a ocorrida na Espanha, demonstram uma instabilidade que não era vista há anos.

Enquanto isso, a Red Bull mantém uma estrutura técnica estável, com figuras-chave como Adrian Newey e Christian Horner no comando há anos. Em contraste, a Mercedes sofreu uma série de mudanças desde 2020, perdendo diretores técnicos, chefes de departamento e figuras estratégicas importantes.

Agora a Mercedes precisa de tempo para reconstruir sua organização e recuperar o terreno perdido. A fase atual lembra o período de 2010-2013, quando a equipe ainda estava construindo a base para seus futuros sucessos.

Se o W15 de 2024 também não atingir o nível esperado, o W16 de 2025 provavelmente seguirá o mesmo caminho, já que a atenção já estará voltada para as novas regras de 2026. Em resumo, a Mercedes está a dois anos atrás da Red Bull em termos de compreensão do próprio carro, e essa diferença não deve ser superada da noite para o dia.

O caminho de Hamilton e da Mercedes de volta ao topo da F1 será longo e árduo. A equipe precisa se reconstruir, encontrar soluções técnicas e recuperar a estabilidade antes de sonhar novamente com o campeonato.