F1: McLaren apresenta fibra de carbono reciclada no GP dos Estados Unidos

A McLaren está dando um passo audacioso em direção à sustentabilidade na Fórmula 1, introduzindo o uso de fibra de carbono reciclada, uma novidade no esporte. O teste inicial será realizado durante o Grande Prêmio dos Estados Unidos, marcando um momento potencialmente revolucionário na busca pela redução das emissões de CO2 no automobilismo.

Em um esforço colaborativo com a V Carbon, a equipe britânica adaptará os painéis de branding do cockpit do MCL60, utilizando material reciclado. Este movimento não é apenas uma estreia na F1, mas também um compromisso da McLaren com práticas mais verdes. Se a iniciativa em Austin for bem-sucedida, a equipe planeja expandir o uso do material ecológico em suas operações.

A fibra de carbono é um elemento essencial na construção dos carros de F1, conhecida por sua leveza e resistência. No entanto, sua produção é uma fonte significativa da pegada de carbono de uma equipe, com estudos indicando que cerca de 30% de toda a fibra de carbono utilizada na fabricação acaba como resíduo. A McLaren, alinhada com o objetivo da F1 de alcançar a neutralidade de carbono até 2030, está explorando métodos inovadores para criar um carro com um ciclo de vida totalmente sustentável.

Piers Thynne, COO da McLaren, expressou o entusiasmo da equipe com a parceria com a V Carbon, destacando o potencial da fibra de carbono reciclada em diversas aplicações na F1. A nova forma do material mantém até 85% da resistência original, uma característica que promete uma transição viável para uma fabricação mais consciente em termos ambientais.

Além disso, Kim Wilson, Diretor de Sustentabilidade da McLaren, enfatizou a meta ambiciosa da equipe de desenvolver um carro de F1 totalmente sustentável, comparando o desafio a um “moonshot”. A implementação de fibra de carbono reciclada é um passo crucial para diminuir as emissões de gases de efeito estufa associadas à produção dos veículos.

A McLaren estima que a reciclagem de apenas 1% da fibra de carbono produzida globalmente poderia compensar significativamente as emissões anuais de uma equipe de corrida. Este fim de semana de corrida em Austin pode ser o início de uma revolução verde na Fórmula 1, com a McLaren na linha de frente deste progresso ecológico.