F1: Brown aponta momento que gerou mudanças para impulsionar a McLaren

O CEO da McLaren, Zak Brown, afirmou que a insatisfação com os upgrades realizados no GP da França de Fórmula 1 em 2022, foi o momento inicial que inspirou a recuperação da equipe na última temporada.

Após cair de quarto para quinto lugar no campeonato durante o último ano dos regulamentos anteriores, a McLaren precisou se adaptar à volta dos carros de efeito solo em 2023. Apesar do início da temporada passada com um carro subdesenvolvido, a chegada de atualizações no meio de temporada, elevou a McLaren à disputa constante por pódios.

Os bastidores da equipe de Woking também passaram por grandes mudanças, com Andrea Stella sendo promovido ao cargo de chefe de equipe, quando Andreas Seidl se mudou para a Sauber, atual Stake F1 Team.

“Para mim, o grande momento foi o GP da França em 2022, quando implementamos os upgrades e eles foram ineficazes”, disse Brown ao Autosport. “A reação não foi a que eu esperava. Foi também naquela época que começamos a desenvolver o carro da temporada seguinte.”

“Então, aquele foi o grande momento para mim, e obviamente fizemos as mudanças no final do ano. Pedi a Andrea (Stella) que desse uma olhada no que estava acontecendo e ele disse: ‘Vamos mudar isso, mudar algumas pessoas, contratar outras pessoas’, e foi aí que o desenvolvimento realmente começou”, disse ele.

Brown revela como a McLaren manteve otimismo de que as atualizações previstas garantiriam um grande passo à frente. Lando Norris e o companheiro de equipe Oscar Piastri, aproveitaram a competitividade renovada da McLaren para marcar nove pódios combinados, ajudando a equipe a subir para o quarto lugar entre os construtores.

“Nós estávamos confiantes, mas até colocar no carro e funcionar você nunca sabe”, disse Brown. “Acho que o bom é que sabíamos que não estaríamos fortes imediatamente, então acho que teria sido uma situação pior se pensássemos que seríamos fortes e não fôssemos”, acrescentou.

“Então, o que isso me mostrou foi que sabíamos onde estávamos. Nós apenas não estávamos onde queríamos estar, ao contrário de colocar coisas no carro e dizer: ‘Isso vai ser bom’, e então não é. Então pelo menos, nossos dados foram precisos”, encerrou Brown.