Mais uma vez o Barrica volta ao assunto... e agora vêm falar de gritaria, forças maiores e ameaças...
09/05/2012 - 14:31
Barrichello revela gritaria durante GP da Áustria 2002 e ameaça da Ferrari que fez “repensar vida”
Atualmente na Indy, o ex-piloto da F1 deu uma entrevista à 'Playboy' dez anos depois do caso e revelou 'guerra' por oito voltas
Warm Up
Quase dez anos depois do GP da Áustria de 2002, quando cedeu a primeira colocação para Michael Schumacher quase na linha de chegada, então companheiro de Ferrari, Rubens Barrichello voltou a falar do assunto em entrevista à revista ‘Playboy’ e revelou que teve uma discussão feia com a equipe.
“Foram oito voltas de guerra. É muito raro eu perder a calma, mas, naquele rádio, saiu gritaria”, disse o atual piloto da KV Racing na IndyCar. “Fui até o final, até a última curva, falando que não ia deixar ele passar”.
O brasileiro contou que recebeu uma ameaça que o fez mudar de ideia e acabou deixando Schumacher vencer a prova. “Até que eles falaram algo relacionado a alguma coisa mais ampla. Não era contrato. Era uma situação que deixou no ar”, explicou.
“Eu não posso contar o que eles falaram, mas foi uma forma de ameaça que me fez refletir se eu teria de repensar a minha vida, porque o grande barato para mim era guiar”, encerrou.
No pódio, os dois pilotos da Ferrari foram vaiados pela multidão que estava presente no autódromo naquele dia. Schumacher deu o troféu de primeiro colocado a Barrichello e fez o brasileiro subir no lugar mais alto do pódio para ouvir o hino alemão.
Após a prova, os dois pilotos e a equipe foram multados em US$ 1 milhão e ficaram sob observação da FIA até o final da temporada.
Na entrevista à 'Playboy', Barrichello também disse que a manobra de Schumacher no GP da Hungria de 2010, prensando-o no muro da reta principal, foi a "mais perigosa da história da F1".




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